Aplicativos
Motoristas querem alterações na regulamentação
Grupo esteve na Câmara de Vereadores reivindicando mudanças, principalmente na taxa de 2% sobre as corridas
Jô Folha -
A manhã desta quinta-feira (7) foi marcada por protesto e reunião na Câmara de Vereadores. Insatisfeitos com diversos pontos do Decreto 6355/2021 que regulamenta o transporte por aplicativos em Pelotas, motoristas foram até a Casa do Povo conversar com a nova presidência. Entre as principais reivindicações está a taxa de 2% sobre cada corrida, muito superior à média nacional de 0,4%.
Depois de fazer um “buzinaço” na frente da Câmara, representantes da categoria entraram para uma reunião com o presidente da Câmara Cristiano Silva (PSDB), os vereadores Michel Promove (PP), Paulo Coitinho (Cidadania), Jurandir Silva (PSOL), Barriga (PTB) e Marcola (PTB), além de representantes dos gabinetes de Sid Fagundes (PT) e Carlos Júnior (PSD). Contrariando as próprias lideranças do movimento, muitos manifestantes se aglomeraram no lado de fora antes e durante o encontro.
Gestor da 66 Mobi, uma das empresas que operam no Município, Jean Felipe de Almeida representou um dos grupos na reunião. A principal reinvindicação, segundo ele, é a taxa de 2% no valor de cada corrida. “No centro disso tudo está a arrecadação de 2% do faturamento bruto de cada corrida de cada motorista, muito acima da média nacional que é de 0,4%. Ela (Prefeita Paula Mascarenhas - PSDB) colocou em contraponto os taxistas como um serviço de transporte público coletivo e o motorista de aplicativo como um prestador particular desse mesmo serviço. Então a disparidade de igualdade, o destino das verbas arrecadadas e a forma e as exigências para que cada pessoa possa trabalhar em Pelotas com aplicativo, e para que cada empresa se estabeleça, ela está causando um alvoroço muito grande para os mais de 15 mil cadastrados na cidade”, afirmou.
Os grupos têm até a próxima sessão ordinária da Câmara – na quarta-feira (13) – para apresentar uma pauta conjunta sobre o que entendem ser necessário alterar no decreto. A partir daí a Câmara atuará na intermediação de um encontro entre prefeitura, motoristas de aplicativos e legislativo para costurar um acordo entre as partes.
“Foi um encontro muito positivo. Ouvimos a demanda dos motoristas de aplicativos e colocamos o nosso contraponto. Eles queriam que a gente revogasse o decreto, mas isso não compete ao legislativo (...) Eles simplesmente não aceitam o decreto. Em um acordo é preciso chegar a um denominador comum, as duas partes precisam ceder em alguns pontos”, ressaltou Cristiano Silva. Segundo o presidente da Câmara, a partir do recebimento dessa nova pauta de reinvindicações é que os vereadores irão decidir os próximos passos. “Vamos ver a viabilidade técnica e jurídica do que eles pedem e aí sim levar as reivindicações à prefeita. Precisamos chegar com uma posição completa”, finalizou.
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